Andava eu no Google Images à procura da imagem de um balancé, quando me surgiu esta preciosidade; com efeito, só os Alemães se lembrariam de fazer um parque sénior, onde apenas os maiores de 65 anos podem brincar, de preferência sob a supervisão de um médico ou farmacêutico... Embora o anúncio termine avisando que não se responsabilizam por eventuais danos... (Se quiserem verificar, o site original, www.gearability.com, dá-nos mais ideias.)
Está dado o mote para este derradeiro post da formação para o MAABE: balanço é preciso, mas também algum arrojo para enfrentar o "sacrílego gigante", quais Vascos da Gama deste ano da graça de Deus Nosso Senhor de 2010, com ventos aziagos (literalmente! Um tornado?!) e piores governantes...
Como já fui escrevendo na Plataforma ao longo das várias sessões, e na anterior mensagem de blogue, em que me regozijava por finalmente conseguir introduzir imagens nos posts, o balanço a fazer desta formação sobre o MAABE é positivo... Tome-se a ideia do próprio balancé para ir medindo o grau de entusiasmo e eficácia: lá em cima no que à partilha e à aprendizagem diz respeito; já ao meio quanto à demanda do próprio Modelo; cá em baixo na difícil gestão de todo o trabalho a fazer, em acumulação com as demais solicitações e aquela pequenina coisa irritante que, de vez em quando, teima em emergir - a nossa vida pessoal...
Analisando a partir de vários tópicos:
- A organização das sessões de formação presenciais e online permitiu que, à distância, assincronamente, cada um de nós pudesse ir desenvolvendo o seu trabalho ao seu próprio ritmo, sem ter de convergir todos os dias e horas marcados, afrontando vicissitudes de horário e transporte. No entanto, parece-me que esta modalidade acaba por exigir um trabalho mais aturado do que uma formação presencial, além de que não potencia o trabalho de grupo, que seria uma hipótese interessante de experimentar. É claro que prevê e facilita a partilha, mas poucos de nós conseguem ir acompanhando todos os trabalhos dos restantes colegas, por manifesta falta de tempo e oportunidade e, quer queiramos, quer não, a comunicação via Fórum electrónico ainda inibe muitas pessoas, que se sentem pouco confortáveis na utilização dessa forma de interacção.
- Quanto às tarefas pedidas em cada sessão de formação, elas foram, de uma maneira geral, muito claras e bem delimitadas. As dúvidas de execução/concepção, quando as houve, foram prontamente esclarecidas pelas Formadoras e às vezes pelos colegas, o que nos deu também o consolo de sabermos que estávamos acompanhados e podíamos ir contando com a boa-vontade de todos. No entanto, as duas últimas sessões foram especialmente duras, com tarefas de maior monta, exigindo um trabalho mais abrangente, o que foi mais difícil de realizar atendendo ao facto de que dispúnhamos do mesmo tempo que para as tarefas anteriores. É certo que estávamos já mais "treinados", mas a exigência, num momento do período lectivo em que o trabalho na BE se intensificou, não foi muito fácil de gerir, e repercutiu-se na conclusão dos trabalhos (alguns dos colegas "acusaram" o esforço e acabaram por não apresentar - é pena; "morrer na praia" é extremamente difícil para quem deu tudo o que tinha e, mesmo assim, não foi o suficiente...). No meu caso pessoal, fui, uma vez mais, ajudada pelos prontos esclarecimentos da Isabel Antunes, que me corrigiu a rota quando eu já me sentia à deriva! De novo, muito obrigada! :)
- Aliás, as tarefas solicitadas visaram, efectivamente, a nossa familiarização com o MAABE e a tomada de uma posição crítica sobre a aplicação do processo de auto-avaliação nas nossas BE e nas nossas Escolas/Agrupamentos, ajudando-nos a repensar os critérios subjacentes e a articular o nosso trabalho sobre o MAABE com as demais tarefas inerentes às nossas funções. Nessa medida, e já que temos de aplicá-lo (suspiro), foi importante também repensar a figura do PB, a relação a estabelecer com os demais órgãos da escola, com os nossos colegas professores e com os alunos e suas famílias. Apesar do pouco tempo de que dispusemos (menos de dois meses), as diferentes propostas desta Acção de Formação conduziram a uma reflexão generalizada sobre o nosso trabalho e a nossa área de influência enquanto PB, resvalando para um terreno ainda por desbravar: a necessidade de sermos formadores tão relevantes quanto os demais e de o conseguirmos provar junto dos nossos alunos e dos nossos pares.
- A bibliografia apresentada revelou-se profícua, actualizada e pertinente: levantou muitas questões, obrigou-me a repensar muitas práticas e a redefinir frequentemente os rumos traçados. No entanto, daquilo que li e conversei com os colegas, reconheço que, para quem não utiliza o Inglês como ferramenta de trabalho, essa foi uma dificuldade extra e redundou num esforço acrescido para conseguir terminar as tarefas com sucesso. Ressalvo a total disponibilidade demonstrada desde o início pelas Formadoras para "socorrerem" os menos anglófilos, o que terá permitido a todas as barcas chegarem ao seu porto, apesar dos escolhos.
- As interacções pessoais ao longo da formação foram sendo intermitentes, até pelo carácter assíncrono da mesma, mas essa é uma das mais-valias que colho: contactei com pessoas que muito me ensinaram, aprendi novas formas de olhar para problemas que deixei de sentir só meus, fui apoiada para ultrapassar as minhas lacunas (basta pensar-se neste blogue, coisa que nunca tinha experimentado e que veio sendo enriquecido com sugestões e "dicas" de quem já por cá anda há algum tempo), experimentei a cumplicidade de textos que são espelhos de pessoas que passei a admirar, e cujo contacto espero não perder. Nem sempre, infelizmente, consegui estar tão presente quanto desejaria, e lamento-o principalmente pela minha partenaire, Rosário Geirinhas, que está nestas lides de PB pela primeira vez e que me merece todo um apoio directo que as múltiplas tarefas em que tenho estado envolvida não me permitiram dar... Enfim, lamentámo-nos ao telefone! :D
Se eu podia viver sem o MAABE? Podia, mas não era a mesma coisa... Pelo menos, não teria esta reflexão final para fazer... Entre outros aspectos bem mais deliciosos, que não vêm aqui à colação.
Termino o post com uma referência musical portuguesa: Sara Tavares. (Ainda não sei colocar aqui a janela do Youtube, por isso, 'bora lá abrir a hiperligação!)
