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domingo, 12 de dezembro de 2010

Balanço...

Andava eu no Google Images à procura da imagem de um balancé, quando me surgiu esta preciosidade; com efeito, só os Alemães se lembrariam de fazer um parque sénior, onde apenas os maiores de 65 anos podem brincar, de preferência sob a supervisão de um médico ou farmacêutico... Embora o anúncio termine avisando que não se responsabilizam por eventuais danos... (Se quiserem verificar, o site original, www.gearability.com, dá-nos mais ideias.)
Está dado o mote para este derradeiro post da formação para o MAABE: balanço é preciso, mas também algum arrojo para enfrentar o "sacrílego gigante", quais Vascos da Gama deste ano da graça de Deus Nosso Senhor de 2010, com ventos aziagos (literalmente! Um tornado?!) e piores governantes...
Como já fui escrevendo na Plataforma ao longo das várias sessões, e na anterior mensagem de blogue, em que me regozijava por finalmente conseguir introduzir imagens nos posts, o balanço a fazer desta formação sobre o MAABE é positivo... Tome-se a ideia do próprio balancé para ir medindo o grau de entusiasmo e eficácia: lá em cima no que à partilha e à aprendizagem diz respeito; já ao meio quanto à demanda do próprio Modelo; cá em baixo na difícil gestão de todo o trabalho a fazer, em acumulação com as demais solicitações e aquela pequenina coisa irritante que, de vez em quando, teima em emergir - a nossa vida pessoal...
Analisando a partir de vários tópicos:
  1. A organização das sessões de formação presenciais e online permitiu que, à distância, assincronamente, cada um de nós pudesse ir desenvolvendo o seu trabalho ao seu próprio ritmo, sem ter de convergir todos os dias e horas marcados, afrontando vicissitudes de horário e transporte. No entanto, parece-me que esta modalidade acaba por exigir um trabalho mais aturado do que uma formação presencial, além de que não potencia o trabalho de grupo, que seria uma hipótese interessante de experimentar. É claro que prevê e facilita a partilha, mas poucos de nós conseguem ir acompanhando todos os trabalhos dos restantes colegas, por manifesta falta de tempo e oportunidade e, quer queiramos, quer não, a comunicação via Fórum electrónico ainda inibe muitas pessoas, que se sentem pouco confortáveis na utilização dessa forma de interacção.
  2. Quanto às tarefas pedidas em cada sessão de formação, elas foram, de uma maneira geral, muito claras e bem delimitadas. As dúvidas de execução/concepção, quando as houve, foram prontamente esclarecidas pelas Formadoras e às vezes pelos colegas, o que nos deu também o consolo de sabermos que estávamos acompanhados e podíamos ir contando com a boa-vontade de todos. No entanto, as duas últimas sessões foram especialmente duras, com tarefas de maior monta, exigindo um trabalho mais abrangente, o que foi mais difícil de realizar atendendo ao facto de que dispúnhamos do mesmo tempo que para as tarefas anteriores. É certo que estávamos já mais "treinados", mas a exigência, num momento do período lectivo em que o trabalho na BE se intensificou, não foi muito fácil de gerir, e repercutiu-se na conclusão dos trabalhos (alguns dos colegas "acusaram" o esforço e acabaram por não apresentar - é pena; "morrer na praia" é extremamente difícil para quem deu tudo o que tinha e, mesmo assim, não foi o suficiente...). No meu caso pessoal, fui, uma vez mais, ajudada pelos prontos esclarecimentos da Isabel Antunes, que me corrigiu a rota quando eu já me sentia à deriva! De novo, muito obrigada! :)
  3. Aliás, as tarefas solicitadas visaram, efectivamente, a nossa familiarização com o MAABE e a tomada de uma posição crítica sobre a aplicação do processo de auto-avaliação nas nossas BE e nas nossas Escolas/Agrupamentos, ajudando-nos a repensar os critérios subjacentes e a articular o nosso trabalho sobre o MAABE com as demais tarefas inerentes às nossas funções. Nessa medida, e já que temos de aplicá-lo (suspiro), foi importante também repensar a figura do PB, a relação a estabelecer com os demais órgãos da escola, com os nossos colegas professores e com os alunos e suas famílias. Apesar do pouco tempo de que dispusemos (menos de dois meses), as diferentes propostas desta Acção de Formação conduziram a uma reflexão generalizada sobre o nosso trabalho e a nossa área de influência enquanto PB, resvalando para um terreno ainda por desbravar: a necessidade de sermos formadores tão relevantes quanto os demais e de o conseguirmos provar junto dos nossos alunos e dos nossos pares.
  4. A bibliografia apresentada revelou-se profícua, actualizada e pertinente: levantou muitas questões, obrigou-me a repensar muitas práticas e a redefinir frequentemente os rumos traçados. No entanto, daquilo que li e conversei com os colegas, reconheço que, para quem não utiliza o Inglês como ferramenta de trabalho, essa foi uma dificuldade extra e redundou num esforço acrescido para conseguir terminar as tarefas com sucesso. Ressalvo a total disponibilidade demonstrada desde o início pelas Formadoras para "socorrerem" os menos anglófilos, o que terá permitido a todas as barcas chegarem ao seu porto, apesar dos escolhos.
  5. As interacções pessoais ao longo da formação foram sendo intermitentes, até pelo carácter assíncrono da mesma, mas essa é uma das mais-valias que colho: contactei com pessoas que muito me ensinaram, aprendi novas formas de olhar para problemas que deixei de sentir só meus, fui apoiada para ultrapassar as minhas lacunas (basta pensar-se neste blogue, coisa que nunca tinha experimentado e que veio sendo enriquecido com sugestões e "dicas" de quem já por cá anda há algum tempo), experimentei a cumplicidade de textos que são espelhos de pessoas que passei a admirar, e cujo contacto espero não perder. Nem sempre, infelizmente, consegui estar tão presente quanto desejaria, e lamento-o principalmente pela minha partenaire, Rosário Geirinhas, que está nestas lides de PB pela primeira vez e que me merece todo um apoio directo que as múltiplas tarefas em que tenho estado envolvida não me permitiram dar... Enfim, lamentámo-nos ao telefone! :D

Se eu podia viver sem o MAABE? Podia, mas não era a mesma coisa... Pelo menos, não teria esta reflexão final para fazer... Entre outros aspectos bem mais deliciosos, que não vêm aqui à colação.

Termino o post com uma referência musical portuguesa: Sara Tavares. (Ainda não sei colocar aqui a janela do Youtube, por isso, 'bora lá abrir a hiperligação!)

http://www.youtube.com/watch?v=1C9mWN8vKHQ